sábado, 11 de junho de 2016

Dia dos namorados, ouse amar!



E as criaturas que se apegam à desculpa da intensidade para experimentar pessoas? O que dizer dessa gente cheia de medo de viver e que ao mesmo tempo tem uma gana de fazer uma vida em quinze dias! Para quê tanta afobação? Não é vivendo que se conhece o outro? Por que andamos todos armados em super heróis conhecedores de pessoas, intrusos de almas ou merda que o valha? Em um dia já julgamos conhecer todos os segredos do outro, e no dia seguinte o descartamos, por que afinal caímos na conta de que não serve.
É a mesma lógica da compra de produtos, em tempos de capital fetiche, também somos produtos expostos como os que ficam nas prateleiras dos mercados. Então o que acontece é que nos encantamos com a embalagem, depois com os ingredientes, então, levamos para casa, provamos. Depois de provar descobrimos “ah...Não era bem isso que eu queria! Não estou bem certo se gosto”. Então voltamos ao mercado e escolhemos outro produto, desta vez com mais atenção, evitando os mesmos ingredientes, mas repetindo sempre a mesma lógica vazia de quem pensa que sabe o que quer. Nossa história de vida passa a ser um armário cheio de “potes”, e de repente somos esses potes pouco estimados, largados, preteridos, somos potes sem valor. 
Pelo vazio de sermos potes, faço um apelo, em primeiro lugar, a mim, e depois a quem interessar: Ouse amar! Mas ame-se primeiro, pratique o amor em você, sinta-se pleno, depois ame-se mais um pouco, e a cada dia mais e mais, e à medida que o amor for crescendo em importância para você, estenda-o aos outros,  afinal, ninguém pode dar o que não tem.




   

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